Ao retorno

Depois de meses e desvios, finalmente estou reativando o meu blógui de discussão. Que seja declarado re-inaugurado meu blógui!

Linguas e Linguarudo pretende - espero que - seja um blógui apenas de discussão de idéias lingüísticas. Em resumo, dá pra falar sobre um monte de coisas. (só peço, por favor, que não me passem cantadas. Sou um garoto tímido). Considero que falar de linguagem é falar de tudo que é humano.

Só o homem fala. Só o homem se constitui através do outro através da linguagem verbal. Aliás, considero o homem criador do pronome "ele". Somos os únicos animais que nos posicionamos mesmo perante os que não estão ao nosso lado, dentro do círculo de captação dos nossos sentidos.

Só o homem utiliza-se de símbolos. A nossa vivência não é determinada geneticamente e evolutivamente (bom, aqui cabe uma discussão mais aprofundada: será que não carregamos pelo menos um pouco de nossa experiência em nossos genes? Cabe a discussão, mas a farei em outra oportunidade. Como estava dizendo, o homem vive através da experiência acumulada de outros homens que a transmitem e a modificam atravás de um complexo sistema de trocas simbólicas. Assim é a língua, assim também é a arte.

Somente o homem não é determinado pelo meio. Como ser histórico que é, o homem condiciona-se ao meio e assim o modifica. Aprende com o "tu" e com "ele". Educa-se e ao outro e constrói as possibilidades para o futuro, não inexorável. Construir o futuro através das possibilidades do presente dadas pelas experiências do passado.

Falar sobre linguagem é, sobretudo falar do homem e de tudo que se constrói através da experiência simbólica. É isso que quero discutir neste blógui.

 



Escrito por brenopontocom às 19h54
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Meu nome é Breno Luís Deffanti e sou aluno do curso de Letras Noturno na Universidade Estadual de Campinas. Desenvolvo pesquisa de iniciação científica em Neurolingüística orientado e inspirado pela Profa Dra Maria Irma Hadler Coudry. A Maza, em resumo.

Noturno, Estadual, Neurolingüística serão palavras que orientarão a abordagem do meu blágui. O que é fazer pesquisa numa Universidade Pública? Ser aluno de curso noturno é simplesmente estudar abaixo da lua clara de céu escuro? Neurolingüística do bem ou do mal?



Escrito por brenopontocom às 00h53
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Às vezes nunca

"tô sempre escrevendo cartas que nunca vou mandar
para amores secretos, revistas semanais e deputados federais
às vezes nunca sei se "AS VEZES" leva crase
às vezes nunca sei em que ponto acaba a frase (.,;?!...)

você sempre soube (eu não sabia)
toda frase acaba num riso de auto-ironia
você sempre soube (eu não sabia)
toda tarde acaba com melancolia
 
e, ? se eu escrevesse "SEM" com "S" ou escrevesse "CEM" com "C"?
?por acaso faria alguma diferença?
?que diferença faria?
?o que você faria no meu lugar...
...se tivesse pr'aonde ir e não tivesse que esperar?
?o que você faria se estivesse no meu lugar...
...se tivesse que fugir e não pudesse escapar?

você sempre soube que eu não conseguiria
quando a frase acaba tarde tudo fica pr'outro dia
você sempre soube, eu não sabia
toda tarde acaba em melancolia

às vezes não entendo minha própria letra
minha própria caneta me trai
às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada

você sempre soube (eu não sabia)
quando a frase acaba o mundo silencia
às vezes não entendo onde você quer chegar quando fica parada

é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar
não vão xegar com "X" nem vão chegar com "CH"
é como ficar esperando horas que custam a passar
enquanto ficamos parados, andando pra lá e pra cá
é como ficar desesperado de tanto esperar
olhando a janela até onde a vista alcançar
é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar
é como ficar relendo velhas cartas até a vista cansar
você sempre soubre... eu não sabia
você sempre soubre... eu não sabia"

(Gessinger, Humberto "Filmes de Guerra, Canções de Amor/Engenheiros do Hawaii", BMG:93)

http://www2.uol.com.br/engenheirosdohawaii/index2.html

 



Escrito por brenopontocom às 00h19
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01/02/2004 a 07/02/2004


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